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A critica dialetica necessariamente incluira sempre um momento de autocritica. Entre duas proposicoes, digamos, antagonicas - a que considera a arte (a literatura) como algo que existe por si mesmo e brilha na sua suficiencia e autonomia, por um lado, e por outro a que ve a literatura como apenas uma reproducao do momento e/ou das condicoes sociais e historicas, a critica devera repensar a dialetica entre autonomia e heteronomia. Nao e que a verdade esta no meio, mas sim que a autonomia so pode ser pensada a luz da heteronomia, e vice-versa. Dialetica e a percepcao de que algo caminha no sentido do seu oposto. Pensar a literatura dialeticamente sera sempre captar a sua dimensao politica que, entretanto, nao podera jamais ser vista de forma mecanica. A arte e politica exatamente porque se quer arte e, assim, fragilmente autonoma, opoe-se a sociedade fetichizada. Sua fragilidade e, contudo, sua forca - o que por si mesmo e ja outro movimento dialetico. Erro sera considerar forte a autonomia, porque isso nos levaria a perder a contundencia mesma que ha no seu ser fragil. Contrapondo-se ao mundo, a arte brilha acima dele, mas, sem a contraposicao, de onde vira o seu brilho? Salta a vista, assim, que um critico literario nao e um especialista. Tampouco e alguem que passeia por todas as disciplinas de maneira aleatoria. Cabe-lhe ouvir a obra e as exigencias que ela lhe faz. Este livro se construiu como um convite a todos aqueles tambem tocados pela relevancia da obra literaria. E resultado de um amplo dialogo de que participam muitos pesquisadores, alunos e professores. Seu objetivo e ampliar ainda mais o dialogo com a inclusao de novos companheiros.

TEORIA E PRATICA DA CRITICA LITERARIA DIALETICA

SKU: 9788523012847
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