Problemas filosoficos, mesmo os mais profundos, podem ser colocados de maneira simples e direta. Com algumas suposicoes e um ou dois passos elementares de logica, os filosofos colocam em questao o livre-arbitrio humano, a existencia de outras mentes, a confiabilidade da percepcao sensivel, a racionalidade das inferencias indutivas, etc. Nao seria de se esperar que o problema discutido por Hick neste livro, o problema do mal, fosse excecao a regra. Dada a compreensao teista e crista de Deus como um ser onipotente e sumamente bom, pode-se colocar o problema do mal nestes termos: se Deus existisse, nao haveria o mal, pois estaria em seu poder eliminar todo o mal e ele agiria de acordo com a sua vontade boa; mas ha o mal; portanto, Deus nao existe. No entanto, problemas facilmente colocados nunca sao facilmente resolvidos. Nao ha uma estrada real que nos leve direto a solucao dos problemas filosoficos. Em geral, ha muitas vias disponiveis, mas nenhuma totalmente segura. Hick discute em O mal e o Deus do amor duas respostas classicas ao problema do mal, a teodiceia agostiniana e a teodiceia da edificacao da alma, associada a Santo Irineu, mostrada pelo autor como uma via promissora.
MAL E O DEUS O AMOR, O
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