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Quer se tenha consciencia da metafisica ou nao, quer se queira ou nao entender suas estruturas, ela esta presente em todas as pessoas, nos grandes e pequenos eventos, ela e determinante do modo de avaliar o mundo, de pensar e de agir, tanto para individuos quanto para povos inteiros. Isso se mostra na crenca ou nao em uma vida pos-morte, na existencia ou nao de uma suprema divindade, no direito ou nao de igrejas ocuparem espaco na cidade, na midia, no ensino, na politica. Em geral, nao se quer discutir questoes religiosas, deixando cada um com a sua crenca. Religioes sao posturas filosoficas, que sao sacralizadas para nao serem discutidas. Hegel disse que se tivesse de resumir a sua epoca, ela se caracterizaria pela morte de Deus. Quando Zaratustra proclamou  Deus esta morto , Dostoievski respondeu:  se Deus esta morto, tudo e permitido . Ao que Nietzsche respondeu mais uma vez:  Deus pode estar morto, mas ressuscita sob a forma de mil fantasmas . Nesses sete Ensaios de Semiotica da Cultura se discutem aspectos relevantes e proximos dessa crise, examinando fenomenos culturais como a relacao entre imagem e conceito, a diferenca entre arte e ciencia, o espirito geometrico da arquitetura modernista, a estrutura do Plano Piloto e dos predios na Esplanada dos Ministerios de Brasilia, o carater tecnicista do ensino, a maneira de se estruturar projetos de pesquisa, as exigencias que sao feitas aos alunos universitarios. Sem perder o vies do aqui e do agora, os ensaios procuram discutir grandes questoes propostas em grandes obras de grandes pensadores como Platao, Descartes, Kant, Nietzche e Heidegger, nao recuando diante de pontos nevralgicos como a semelhanca e a diferenca entre paganismo e cristianismo, a relacao entre monoeismo e totalitarismo, a tentativa de reducao da qualidade ao quantitativo, o predominio da tecnica, o formalismo dos projetos de pesquisa, as insatisfacoes de professores e alunos.

ENSAIOS DE SEMIOTICA DA CULTURA

SKU: 9788523012830
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